Reboarding: o que é? quando fazer? e porque é tão importante?

Atualizado: 7 de fev.

A pandemia do Covid-19 colocou centenas de milhares de trabalhadores em suas casas. As atividades que eram antes desempenhadas presencialmente dentro de escritórios, fábricas, centros de distribuição entre outros, passaram a fazer parte de nossas casas, às vezes elas estavam na sala, no quarto, na cozinha, não terminavam no horário comercial e se estendiam facilmente noite adentro.

Passados quase dois anos de um período de isolamento, onde os gestores e demais colegas de trabalho eram vistos somente através de uma tela de computador nas intermináveis reuniões virtuais, ou por uma troca de mensagens no canal de comunicação interno da empresa, ainda vivemos a incerteza de retornar ou não ao modelo de trabalho presencial.

Muita coisa mudou, as pessoas, a liderança, os processos, tudo passou por um momento de adaptação para o trabalho remoto. Aos poucos precisamos virar a chave novamente para retornar ao trabalho presencial, híbrido ou tomar a decisão de trabalhar em definitivo remotamente. Mas se você acha que é simples, só retornar, que tudo funcionará como antes...repense, pois a realidade é que a força de trabalho global tem uma nova perspectiva: a importância de uma união eficaz entre vida profissional e pessoal. Trabalhar de qualquer lugar do mundo se tornou viável e as empresas precisarão se adaptar.

Sabemos que trabalhar presencialmente, no mesmo local, fortalece a cultura da empresa, cria interações entre as pessoas e equipes, favorece comportamentos e cria práticas. Mas como garantir isso tudo com a equipe trabalhando remotamente? Uma estratégia de Reboarding pode ajudar a sua empresa neste momento.

O que é Reboarding?

Antes de falarmos de Reboarding quero trazer um outro conceito para introduzir esse assunto: o conceito de Onboarding. Onboarding é um processo, e nesse processo existem várias etapas como admissão, a escolha de benefícios, a assinatura de documentos, conhecer o buddy, a história da empresa, realizar treinamentos obrigatórios entre outros. Mas mais do que um processo, Onboarding é a ambientação de um profissional a qualquer tipo de situação. Sim, mas o que isso tem a ver com Reboarding? T-U-D-O! Absolutamente tudo!

Reboarding no inglês é reembarque, é a re-adaptação de um profissional à empresa, a sua cultura, valores, propósito, a sua função. É o momento onde atualizamos os profissionais sobre as mudanças relevantes que aconteceram na empresa ou irão acontecer; num reboarding preparamos o indivíduo ou o time para novos desafios.

Quando realizar um reboarding?

A definição pelo modelo de trabalho no pós pandemia faz parte da pauta de muitas empresas. Algumas já definiram o modelo, outras estão em fase de definição e algumas aguardando o movimento do mercado.

As empresas que já definiram e as que estão em fase de aprovação final do modelo possuem um desafio que é ambientar os profissionais ao novo modelo. E mesmo aquelas que decidiram por retornar ao modelo anterior à pandemia se perguntam como realizar essa adaptação.

Vale lembrar que muitas empresas terão mais de um modelo de trabalho, como presencial full para alguns profissionais, híbrido para outros e totalmente remoto para outra parcela do time.

Mas como fica a cultura? Arrepio só de pensar! É no mínimo desafiadora essa equalização de modelos. Mas isso é assunto para aprofundar em outro artigo.

Para apoiar nesse momento de grande desafio, onde as pessoas além de terem sede de informação, buscam segurança, um ambiente de confiança e precisam ser aculturados e conectadas com o propósito da empresa, sugerimos realizar um reboarding.

Outro momento importante de aplicação do reboarding é no retorno dos profissionais de um longo período de afastamento como licença maternidade, paternidade, afastamento por doença, licenças não remuneradas. Também é possível realizar em casos de incorporação, fusão, aquisição de empresa para alinhamento dos times impactados.

Porque realizar um Reboarding?

Re-familiarizar sua equipe após um período longo de afastamento, ou em situações pontuais como as citadas anteriormente trará o time pra mesma régua de comunicação, todos estarão alinhados, criará conexão e o sentimento de pertencimento será mais evidente do que nunca.

Mas não esqueça, um bom reboarding é aquele que conta uma história, que tem um padrão de linguagem, que ao ler, ver ou escutar você se identifica.

Como fazer um Reboarding?

  • Identifique quem é o público alvo

  • Pergunte-se porque você deveria aplicar um reboarding neste público

  • Quais informações você quer entregar a este público

  • Monte um storytelling a partir desse conteúdo

  • Crie uma jornada para cada público alvo

  • Utilize recursos digitais para facilitar a absorção do conteúdo do público alvo

  • Crie métricas de controle para que você possa medir o grau de engajamento dos profissionais com o conteúdo que você entregou pra eles

Lembre-se: crie pílulas de informações e conteúdos, diversifique, utilize vários tipos de recursos para entregar a informação e o conteúdo correto na medida certa e na hora certa.

Costumo dizer que o reboarding me lembra recomeços, afinal recomeçar é tornar a fazer, fazer de novo. Mas se temos a oportunidade de recomeçar porque não fazer isso de um jeito novo, dizer a mesma coisa de uma forma diferente, mais encantadora, fácil, simples mas que traga resultado, por que não recomeçar? Faça um reboarding e transforme esse momento em algo positivo, para que seu time lembre com carinho, e se sinta reconectado com a cultura e propósito da empresa. Vamos recomeçar?

Para que a experiência dos profissionais seja encantadora e o processo seja totalmente automatizado utilize plataformas especializadas em Reboarding.

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A autora é Cris Oliveira - CEO & founder da Hrestart